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Antologia da Poesia Barroca Portuguesa

Antologia da Poesia Barroca Portuguesa

Autor: Francisco Rodrigues Lobo , D. Francisco Manuel De Melo , Gregório De Matos , D. Tomás De Noronha

Número de Páginas: 324

Diz Hernâni Cidade, na obra "A Poesia Cultista e Conceptista", que «a poesia seiscentista é comummente chamada gongórica, como gongórica se chamou toda a escola literária que domina o século. Tal designação pode induzir, e a cada passo induz, no erro de se considerarem como influenciados por Gôngora trechos em que nem a sua técnica nem o seu espírito se projetam ainda no erro de englobar na mesma categoria atitudes e processos diferentes ao ponto de se oporem» (Cidade, 1968). Nesta poesia verificam-se duas atitudes diferentes: «a atitude sensual de rebusca do mais pulcro e fulgurante para o encanto dos olhos; a atitude intelectual, que formula o conceito engenhoso, para deliciado pasmo do espírito dialéctico» (Ibidem). Ambas as atitudes refletem as ideias de cultismo e de conceptismo. A obra contém poesias dos seguintes autores: António Barbosa Bacelar; António Serrão de Castro; D. Francisco Manuel de Melo; D. Tomás de Noronha; Francisco de Vasconcelos; Francisco Rodrigues Lobo; Frei António das Chagas; Gregório de Matos; Jerónimo Baía; Soror Maria do Céu; Soror Violante do Céu.

Poesia e Prosa

Poesia e Prosa

Autor: Judith Teixeira

A obra completa, com textos inéditos, de uma escritora chave do modernismo português.Apesar de Fernando Pessoa ter declarado, em carta de 1924, que Judith Teixeira não tinha «lugar, abstrata e absolutamente falando», o facto é que conservou até à morte um exemplar da revista Europa por ela dirigida. Será então correto afirmar que as mulheres não tiveram qualquer lugar de protagonismo no momento de rutura e transgressão que foi o modernismo português? E, se o tiveram, porque é que foram esquecidas? Chegou a altura de reler Judith Teixeira sem preconceitos. Nascida tal como Pessoa em 1888, e contemporânea de Florbela Espanca, outra mulher a quem quiseram aplicar o rótulo de «poetisa», Judith Teixeira rompeu corajosamente com o padrão do silenciamento das mulheres no contexto do Portugal das années folles, para se tornar um sujeito ativo, que desvendou o corpo feminino sem pejo. Esta nova edição traz a lume cerca de vinte poemas desconhecidos e uma conferência inédita, além de reunir as cinco obras de poesia e prosa que Judith Teixeira publicou em vida. No seu conjunto, o presente volume permite-nos situar devidamente esta escritora no lugar que lhe pertence...

Nova Safo

Nova Safo

Autor: Visconde De Vila-moura

Número de Páginas: 411

Maria Peregrina, uma minhota, herdeira rica, parte para estudar em Londres, onde descobre o que é amar e ser amada. Às limitações que lhe são impostas pela sociedade e pela moral, contrapõe a protagonista a sua filosofia de independência e determinação que “ressalta, clara, dos meus versos – moldura própria de uma ciência nova que elegeu princípios grandes, como sejam, – a bondade, a sensualidade, o autodeterminismo (a fatalidade do temperamento) e a liberdade da alma.” Sobre Nova Safo, Anna M. Koblucka escreve que é “a primeira e, de longe, a mais ambiciosa obra literária de Vila-Moura (...) uma obra literária quase esquecida, considerada como o único romance decadente da literatura portuguesa (…) que merece ser resgatado do esquecimento por uma grande variedade de razões, não sendo uma das menores a figura inédita (e única, mesmo no século seguinte da literatura lusófona) da sua protagonista, uma lésbica intelectualmente e sexualmente assertiva e uma poetisa genial.”

Sin imagen

Sou uma selva de raízes vivas

Autor: Alfonsina Storni

A suíço-argentina Alfonsina Storni (1892-1938) – feminista, poeta ao mesmo tempo irônica com o conformismo de homens e mulheres, frontalmente avessa ao patriarcado e celebradora do exercício pleno da sexualidade – já foi lida no Brasil, no início dos anos 1920. O primeiro a comentar os eróticos poemas de seu livro Irremediavelmente (1919) foi Monteiro Lobato, em resenha na Revista do Brasil. De um livro que continha textos que desbancavam machos, como “Homenzinho miúdo” (“homenzinho miúdo, eu te amei por meia hora, / não me peça mais.”) e outros sombriamente sensuais como “Me atreverei a lhe beijar”, um desconcertado Lobato limitou-se a elogiar sua “estranha eloquência, num luxo de imagens novas e expressões vigorosas”. Entre os argentinos, o mesmo livro, na revista cultural Nosotros, foi recebido com críticas frontais de Luis María Jordán; segundo ele, Alfonsina é um (sic) poeta que não é: “para ser lido pelas jeunes filles em longos momentos fastidiosos das tardes, mas sim por homens apaixonados e violentos que tenham mordido da vida, alguma vez, com a mesma ânsia com a qual se morde o coração de uma fruta madura”. Em 1925, nas...

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