Pular para o conteúdo

ENTRE MULHERES, LOBOS E UNICÓRNIOS

Conheça o livro

Enquanto alguns povos da antiguidade celebravam o deus sol, os poemas de Maria Miguel celebram a deusa Lua, imagem recorrente em muitos deles, espelho da alma fragmentada de Ariadne/Maria Miguel. Em todos os textos emerge sempre, palimpsesticamente, o arquétipo de Ariadne, alinhavando os fios de uma subjetividade dilacerada. Percorrer sua lírica produz uma sensação inebriante, motivada por seu poetar sinestésico e fluido, com doses equilibradas de tensão e distensão, onde os fios soltos do destino adverso, do labirinto interior onde sempre nos perdemos, são ardilosamente reunidos pela força da sábia heroína. A transcendência é o clímax, pois encontrar a saída do labirinto interior não é algo definitivo. Do primeiro ao último verso da obra nos perdemos e nos encontramos diversas vezes no emaranhado de nossa vida interior, representada pelos simbolismos e pelas imagens míticas que compõem a força de seus versos. A obra de Maria Miguel reúne um conjunto de poemas que, de forma harmônica, compõem uma unidade em meio à diversidade, entrelaçando as diferenças por meio de tópicos recorrentes, colocados em diálogo, simbolismos, mitos e imagens arquetípicas. Como um mosaico de espelhos estilhaçados, refletem a diferença na unidade, sintetizando alteridades. Vislumbramos neles a força de Eros e de Thanatos, as faces do amor na arte, a força do feminino na sororidade, retratos de um mundo intangível, reminiscências da infância, a cartografia afetiva da cidade natal, a morte dos deuses, languidez e romantismo, experiências epifânicas do cotidiano, homenagens e, sobretudo, a viagem interior. Compartilhar a sua leitura é como comprar um passaporte para o desconhecido; perder-se no labirinto de Creta até que possamos ser resgatados pelos fios de Ariadne.

Como acessar este livro

Gostou deste livro? Confira as opções disponíveis para baixar e continuar a leitura.

Avaliação

Popular

3.6

36 avaliações no total


Livros em destaque